Ibovespa recua mais de 2% e fecha em menor patamar desde março com incertezas globais

O mercado financeiro brasileiro operou em forte aversão ao risco na quinta-feira (7), culminando em uma queda de mais de 2% para o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores do país. O indicador atingiu seu menor nível desde o final de março, influenciado pela desvalorização expressiva do petróleo no mercado internacional, pela repercussão de balanços corporativos e pela persistente incerteza em torno das negociações entre Estados Unidos e Irã.

Mercado sob pressão

A perspectiva de um possível acordo temporário para mitigar o conflito no Oriente Médio provocou uma redução nos temores globais sobre o suprimento de petróleo, resultando em quedas acentuadas nos preços da commodity. Esse cenário impactou diretamente as ações de empresas do setor de energia, incluindo a Petrobras, que possui grande peso no Ibovespa.

O Ibovespa fechou o pregão com recuo de 2,38%, aos 183.218 pontos. Na mínima do dia, o índice chegou a registrar 182.868 pontos. O volume financeiro negociado atingiu R$ 32,08 bilhões.

Dólar em leve alta

Enquanto a bolsa sofria, o dólar comercial apresentou volatilidade moderada, encerrando o dia praticamente estável. A moeda americana fechou com uma leve alta de 0,05%, cotada a R$ 4,923. Apesar da estabilidade diária, o dólar acumula uma queda de 10,31% em relação ao real no ano de 2026.

Notícias sobre a possibilidade de um acordo temporário entre EUA e Irã chegaram a impulsionar o mercado pela manhã, fazendo o dólar atingir a mínima de R$ 4,89. Contudo, informações posteriores sobre a intenção dos EUA de retomar operações de escolta a navios comerciais no Estreito de Ormuz aumentaram a cautela dos investidores, elevando a cotação da moeda.

Petróleo em queda

Os contratos internacionais de petróleo encerraram o dia em queda após um pregão volátil. O barril do tipo Brent recuou 1,19%, negociado a US$ 100,06, enquanto o WTI, do Texas, caiu 0,28%, fechando a US$ 94,81.

A evolução das notícias sobre a região do Estreito de Ormuz e as declarações do governo iraniano sobre a avaliação de propostas americanas continuam sendo pontos de atenção para o mercado de energia.

Com informações da Agência Brasil

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