Arrecadação federal bate recorde em fevereiro e soma R$ 222,1 bilhões

A arrecadação federal atingiu um novo recorde em fevereiro, totalizando R$ 222,1 bilhões, um desempenho impulsionado principalmente pelo Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e pelo Imposto de Renda Retido na Fonte sobre Capital (IRRF-Capital).

IOF e IRRF-Capital em alta

O IOF registrou R$ 8,7 bilhões em fevereiro, com um crescimento real de 35,73% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado do bimestre (janeiro e fevereiro), o imposto somou R$ 16,8 bilhões, um aumento real de 41,83%. Segundo a Receita Federal, esse resultado se deve a mudanças na legislação que expandiram a incidência do imposto sobre novas operações financeiras.

O IRRF-Capital também apresentou um crescimento expressivo de 26,45% no bimestre, totalizando R$ 26,4 bilhões. Esse desempenho foi influenciado por aplicações em renda fixa e pela tributação de Juros sobre Capital Próprio (JCP). Uma alteração aprovada pelo Congresso Nacional no fim do ano passado aumentou a alíquota do IRRF para JCP de 15% para 17,5%, mas seus efeitos na arrecadação só serão sentidos a partir de abril.

Previdência Social e outros tributos

A arrecadação da Previdência Social atingiu R$ 60,5 bilhões em fevereiro, um aumento real de 5,68% na comparação anual. Esse avanço foi atribuído ao crescimento de 3,89% na massa salarial e à alta de 7,98% na arrecadação do Simples Nacional.

No acumulado do ano, a tributação sobre apostas online e jogos de azar gerou R$ 2,5 bilhões, um crescimento de 236% em relação ao mesmo período do ano passado. Isso reflete a regulamentação e a ampliação da cobrança sobre as chamadas “bets”.

Em contrapartida, tributos ligados à importação apresentaram recuo. As receitas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Importação caíram 10,37% no bimestre, na comparação com o mesmo período de 2025. A Receita atribui esse resultado à redução do volume de importações em dólar e à queda da taxa de câmbio.

Impacto na meta fiscal

Os resultados positivos reforçam o caixa do governo no início do ano e contribuem para o cumprimento da meta fiscal de 2026, que prevê um superávit primário de R$ 34,3 bilhões. As regras fiscais permitem uma margem de tolerância, autorizando o governo a obter um resultado primário zero até um superávit de R$ 68,6 bilhões em 2025.

Com informações do Infomoney

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