A prévia da carga tributária brasileira, que representa o peso dos impostos sobre a economia, atingiu o maior patamar da série histórica em 2025, chegando a 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB). O índice superou os 32,22% registrados em 2024, configurando um aumento de 0,18 ponto percentual.
Fatores que impulsionaram o aumento
Segundo o Tesouro Nacional, o crescimento da economia e do emprego formal foram os principais responsáveis pela elevação. A arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) cresceu 0,23 ponto percentual do PIB, enquanto a da Previdência Social aumentou 0,12 ponto percentual.
A majoração do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) também contribuiu para o cenário, elevando a carga tributária em 0,1 ponto percentual. O governo havia aumentado o IOF sobre operações cambiais, de crédito e sobre a saída de moeda estrangeira, medida que, apesar de derrubada parcialmente pelo Congresso, foi mantida em parte pelo Supremo Tribunal Federal.
Queda em impostos sobre bens e serviços
Em contrapartida, a participação dos impostos federais sobre bens e serviços, que incidem sobre o consumo, recuou 0,02 ponto percentual em 2025, mesmo com o aumento nominal da arrecadação.
No âmbito estadual, o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o principal tributo do país, caiu 0,09 ponto percentual do PIB. O Tesouro Nacional atribui essa redução à composição do crescimento econômico, concentrado em setores com menor incidência do ICMS.
Na esfera municipal, o Imposto sobre Serviços (ISS) apresentou alta de 0,02 ponto percentual do PIB, impulsionado pelo crescimento de 2,9% no volume de serviços.
Carga tributária por esfera de governo e classificação econômica
A carga tributária do governo federal subiu 0,26 ponto percentual, passando de 21,34% para 21,6% do PIB. Nos estados, o peso dos impostos recuou 0,1 ponto, de 8,48% para 8,38% do PIB. Já os municípios registraram um aumento de 0,03 ponto percentual, chegando a 2,42% do PIB, impulsionados pelo IPVA e ISS.
Ao somar as três esferas, os impostos sobre bens e serviços caíram 0,09 ponto percentual do PIB. Em contrapartida, impostos sobre renda, lucros e ganhos de capital subiram 0,12 ponto, de 9,04% para 9,16% do PIB.
A arrecadação sobre a propriedade aumentou 0,02 ponto, e os impostos sobre comércio exterior e transações internacionais avançaram 0,05 ponto, devido ao crescimento das importações.
As contribuições sociais sobre o PIB subiram 0,09 ponto percentual, totalizando 6,72%. A alta foi motivada principalmente pela arrecadação da Previdência Social, que cresceu 0,12 ponto percentual, reflexo da recuperação do mercado de trabalho.
O Tesouro Nacional divulga uma estimativa própria da carga tributária anualmente, em março ou abril. O número oficial, compilado pela Receita Federal, é divulgado apenas no segundo semestre.
Com informações da Agência Brasil



