CEO do Grupo Fictor é alvo da PF em operação contra fraudes milionárias na Caixa

O sócio-fundador e CEO do Grupo Fictor, Rafael de Gois, foi alvo de mandado de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (25) pela Polícia Federal (PF). A ação faz parte da Operação Fallax, que investiga um grupo criminoso especializado em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal (Caixa), além de estelionato e lavagem de dinheiro.

Esquema bilionário

As fraudes investigadas pela PF podem ultrapassar a marca de R$ 500 milhões. Segundo as investigações, o grupo criminoso cooptava funcionários de instituições financeiras para inserir dados falsos nos sistemas bancários, facilitando saques e transferências ilegais.

Empresas de fachada e estruturas empresariais complexas eram utilizadas para movimentar o dinheiro obtido ilicitamente. Posteriormente, os valores eram convertidos em bens de luxo e criptoativos para dificultar o rastreamento.

Grupo Fictor se pronuncia

Em nota, o Grupo Fictor informou que aguarda o acesso dos advogados de defesa ao conteúdo da investigação para prestar os devidos esclarecimentos às autoridades. A empresa confirmou que apenas o celular de Rafael Góis foi apreendido durante a diligência em sua residência.

Histórico e descapitalização

O nome do Grupo Fictor também apareceu recentemente em relação ao Banco Master, que está em processo de liquidação extrajudicial pelo Banco Central. A Fictor Holding Financeira havia anunciado a compra do Master um dia antes da detenção de seu dono, Daniel Vorcaro, pela PF.

A Operação Fallax cumpre 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A Justiça autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal de 189 pessoas físicas e jurídicas, além do bloqueio de bens no valor de R$ 47 milhões para descapitalizar a organização criminosa.

Punições severas

Os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva, e crimes contra o sistema financeiro nacional. As penas somadas podem ultrapassar 50 anos de reclusão.

Com informações do Infomoney

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