Uma série de palestras promovida pelo bilionário de tecnologia Peter Thiel em Roma, que aborda o conceito de anticristo e a possibilidade de um governo mundial único, tem gerado desconforto na Igreja Católica. Os encontros, que ocorreram entre os dias 15 e 18 de outubro, aconteceram em um local de proximidade com o Vaticano, intensificando as reações.
Debates sobre o anticristo e IA
Segundo o jornal “The New York Times”, crachás dos participantes da conferência indicavam o tema “O Anticristo Bíblico”. Ao menos um padre foi visto no evento, que contou com convidados dos setores acadêmico, tecnológico e religioso.
Embora Peter Thiel, cofundador do PayPal e da Palantir Technologies, já tenha realizado discussões semelhantes em outras cidades, a Igreja Católica só manifestou preocupação com a realização do evento em Roma devido à sua localização estratégica.
Críticas de religiosos e advertências
Na véspera da chegada de Thiel a Roma, o padre Paolo Benanti, conselheiro do papa sobre inteligência artificial, publicou um ensaio questionando a atuação do bilionário como “teólogo político” e considerando suas ações como uma “heresia contra o consenso liberal”.
Um jornal da Conferência Episcopal Italiana também publicou críticas, alertando que líderes de tecnologia não deveriam definir seus próprios limites éticos. A publicação defendeu a supervisão governamental das plataformas digitais e o combate à desinformação.
Os interesses de Peter Thiel
Peter Thiel tem ampliado seu interesse por temas religiosos e filosóficos. Em palestras anteriores, ele discutiu cenários onde uma figura com características do anticristo poderia surgir, baseando-se em profecias bíblicas.
O empresário argumenta que um anticristo poderia tentar criar um governo mundial único com a promessa de evitar desastres como guerras nucleares, avanços da inteligência artificial e mudanças climáticas. Os encontros em Roma foram de acesso restrito a convidados e à imprensa.
Com informações do G1


