
O dólar comercial fechou o dia negociado a R$ 5,309, registrando uma alta de R$ 0,093 (+1,79%) em meio a um dia de volatilidade nos mercados financeiros. A cotação atingiu seu maior nível desde 13 de março, impulsionada pela aversão global ao risco diante da escalada do conflito no Oriente Médio e do avanço dos preços de energia.
No mercado acionário, o índice Ibovespa não escapou da pressão externa e recuou 2,25%, terminando o pregão aos 176.219 pontos. Este patamar representa o menor nível do indicador desde 22 de janeiro, refletindo a cautela dos investidores.
Pressão externa e juros nos EUA
A valorização global do dólar e o aumento das taxas de juros nos Estados Unidos contribuíram para o cenário de instabilidade. Investidores passaram a precificar uma postura mais rigorosa do Federal Reserve (Fed) frente ao risco inflacionário gerado pela alta do petróleo.
As taxas dos títulos do Tesouro americano subiram, o que tende a pressionar ativos de maior risco, especialmente em economias emergentes como a brasileira.
Guerra e o impacto no petróleo
O agravamento das tensões envolvendo o Irã aumentou a incerteza global. Notícias sobre um possível envio de tropas americanas e ameaças à segurança do Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte de petróleo, intensificaram os temores de choques prolongados nos preços da commodity.
Os contratos internacionais de petróleo Brent ultrapassaram US$ 112 por barril, com alta superior a 3% no dia. Relatórios de instituições financeiras alertam que uma interrupção prolongada no fluxo de petróleo pode manter os preços elevados por meses, impactando a inflação mundial.
Desempenho do real e da bolsa brasileira
O real apresentou um dos piores desempenhos entre as moedas de mercados emergentes, com saída de recursos e redução de posições em ativos locais. A bolsa brasileira também sofreu com a queda disseminada em ações sensíveis ao ciclo econômico e ao crédito, como as de construção civil e varejo.
Com informações do Infomoney


