Irã estuda cobrar taxas de navios no Estreito de Ormuz, diz parlamentar

O Irã está considerando a implementação de taxas para embarcações que navegam pelo Estreito de Ormuz, uma via marítima crucial para o comércio global de energia. A informação foi divulgada por um parlamentar iraniano, indicando uma possível estratégia para monetizar o controle geográfico da região.

Proposta de receita e controle estratégico

A iniciativa visa transformar o controle estratégico do estreito em uma fonte de receita para o país. Por essa rota, estima-se que transite aproximadamente um quinto do petróleo e gás liquefeito comercializados mundialmente. A proposta, segundo a “Iranian Students’ News Agency”, está em análise no Congresso e prevê a cobrança de pedágios e taxas de nações que utilizam a passagem para transporte marítimo, energético e de alimentos.

Contexto de conflito e restrições marítimas

A discussão sobre a cobrança de taxas surge em meio ao conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Teerã tem, desde o início da guerra, restringido o tráfego de embarcações no estreito, alegando ligações com seus adversários e aliados. Um navio da marinha é visto navegando no Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo e gás do mundo, em 1º de março de 2026. — Foto: SAHAR AL ATTAR / AFP

Novo regime para o estreito

Um assessor do líder supremo iraniano indicou que um “novo regime para o Estreito de Ormuz” será estabelecido após o fim do conflito. Essa nova política poderia permitir ao Irã impor restrições marítimas a países que aplicaram sanções contra Teerã. “Ao usar a posição estratégica do Estreito de Ormuz, podemos sancionar o Ocidente e impedir que seus navios passem por essa via”, declarou Mohammad Mokhber, conforme reportado pela agência Mehr News Agency.

Com informações do G1

Rolar para cima