Federação de petroleiros culpa aumentos abusivos pela alta do diesel

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) atribui a recente alta nos preços do diesel a aumentos considerados abusivos, apesar dos esforços do governo federal para conter a escalada. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revelam que o preço médio do litro do diesel S10 subiu 12% entre a primeira e a segunda semana de março, passando de R$ 6,15 para R$ 6,89.

Medidas do Governo e Cenário Internacional

Em resposta à pressão de alta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a redução a zero das alíquotas de PIS e Cofins incidentes sobre o diesel e uma subvenção de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores. O governo também propôs aos estados a isenção do ICMS sobre o diesel importado. Essas ações visam mitigar os efeitos do cenário internacional, onde o barril do petróleo tipo Brent subiu cerca de 55% em um mês, atingindo aproximadamente US$ 108 (cerca de R$ 564).

Política de Preços da Petrobras e Críticas à Privatização

A Petrobras reajustou o diesel A em R$ 0,38, chegando a R$ 3,65 por litro. A FUP ressalta que, mesmo com a política de preços que não repassa imediatamente as oscilações ao consumidor, a Petrobras não tem controle sobre o preço final nas bombas. A federação critica a privatização da BR Distribuidora (atual Vibra Energia) no governo anterior, argumentando que empresas privadas repassam aumentos imediatamente.

Impacto da Alta do Diesel na Economia

Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP, alerta para os efeitos em cascata do aumento do diesel. “Quando o diesel sobe, não é só o combustível que encarece, mas também o transporte, os alimentos, a inflação. O aumento se espalha por toda a economia”, afirmou.

Geopolítica e Mercado de Petróleo

A ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, impactou o mercado global de petróleo. A retaliação do Irã com o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás, pressiona a oferta e eleva os preços. O Irã chegou a alertar para a possibilidade de o barril de petróleo atingir US$ 200.

Com informações da Agência Brasil

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