Brasil defende taxação de ultrarricos e atrai investimentos em agenda do G7

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a taxação de grandes fortunas em sua participação em eventos paralelos à cúpula de ministros das Finanças do G7, realizada em Paris. A proposta brasileira de tributar os mais ricos ganhou destaque internacional, apesar de enfrentar resistência de alguns países, como os Estados Unidos.

Reforma brasileira e o cenário internacional

Haddad ressaltou a recente aprovação no Brasil da reforma do Imposto de Renda, que instituiu uma alíquota mínima progressiva para super-ricos, com expectativa de alcançar cerca de 142 mil pessoas. A discussão sobre a taxação de fortunas ganhou força no G20 durante a cúpula no Rio de Janeiro.

Apesar do apoio brasileiro, a iniciativa encontra barreiras no exterior. Na França, um projeto similar, que propunha uma taxação anual de 2% sobre patrimônios acima de 100 milhões de euros, foi rejeitado pelo Senado.

Brasil como destino de investimentos

Durante sua passagem pela capital francesa, o ministro Fernando Haddad também buscou promover o Brasil como um destino atraente para investimentos estrangeiros, especialmente em um contexto de tensões globais. Ele descreveu os ativos brasileiros como “interessantes” e “ainda baratos”, convidando ao investimento no país.

Potencial em minerais estratégicos

O ministro destacou o vasto potencial brasileiro na produção de minerais críticos, como terras raras, nióbio e grafeno. Esses materiais são considerados estratégicos para o avanço da indústria tecnológica e para a transição energética global.

“É fundamental dar segurança jurídica, por isso um novo marco que garanta procedimentos céleres e seguros”, afirmou Haddad, enfatizando a diretriz de “reforçar esse papel e avançar para um estímulo à industrialização desses minerais no Brasil.”

Guerra no Oriente Médio e o impacto econômico

Apesar das discussões sobre taxação, a principal preocupação dos ministros das Finanças do G7 permanece sendo o impacto econômico da guerra no Oriente Médio, com especial atenção aos riscos para o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz.

“Tem sido muito importante ouvir os ministros e as lideranças de outros países, que estão sentindo o impacto da guerra de uma outra perspectiva”, comentou Haddad. Ele reiterou a defesa de “subsídios limitados” aos combustíveis como medida para mitigar os efeitos da crise energética nos preços domésticos.

A agenda oficial do G7 também abrange debates sobre inflação global, segurança energética e estabilidade geopolítica. O ministro Haddad permanece em Paris até esta terça-feira (19).

Com informações da Agência Brasil

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