
Caminhoneiros relatam dias sem acesso a água potável e banheiros em um porto no Pará, uma situação que se repete anualmente e expõe as fragilidades do sistema de transporte de safras no Brasil. Os motoristas enfrentam longas filas, agravadas por buracos e estradas sem asfalto, o que eleva o custo do frete e, consequentemente, o preço dos alimentos para o consumidor final.
Custos elevados e impacto na economia
Segundo especialistas, o aumento do custo do transporte, causado pela infraestrutura precária, contribui para o chamado “custo Brasil”. Isso resulta em bens e serviços mais caros no país.
“O problema é que você tem que percorrer distâncias muito maiores para você chegar no mesmo destino”, afirma Rezende, explicando que caminhos mais longos elevam o tempo de viagem e o consumo de combustível.
A melhoria da infraestrutura, segundo o professor da Esalq, beneficiaria tanto o mercado interno quanto o internacional, impulsionando o agronegócio, a economia, a geração de empregos e renda.
Baixo investimento em infraestrutura
O Brasil investe apenas entre 0,4% e 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura, um percentual considerado muito baixo em comparação com países como Estados Unidos e China, que investem acima de 2%.
Para garantir maior competitividade, o Brasil precisaria alcançar no mínimo 2% de investimento em infraestrutura, segundo Péra.
Declínio de modais e necessidade de integração
Em comparação com o crescimento das safras, o transporte por outros modais, como ferrovia e hidrovia, tem diminuído. Isso ocorre porque o volume de produção e exportação tem crescido mais do que a expansão da infraestrutura ferroviária e de armazéns no país.
Especialistas defendem a ampliação e recuperação da malha rodoviária existente, além de investimentos para aumentar a utilização de outros modais de transporte. A integração entre diferentes modais é vista como essencial para tornar o transporte mais eficiente.
Com informações do G1


