Governo define setores estratégicos que terão acesso a crédito de R$ 15 bilhões

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (16) os setores econômicos prioritários para o acesso a uma linha de crédito de R$ 15 bilhões. O objetivo é atenuar os efeitos da guerra no Oriente Médio e das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, além de fortalecer segmentos estratégicos com déficit na balança comercial, como a indústria farmacêutica e de tecnologia da informação.

Detalhes do Plano de Socorro

A iniciativa, apresentada pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, é a segunda etapa do Programa Brasil Soberano. Lançado originalmente em meados de 2025 para empresas exportadoras afetadas pelas tarifas americanas, o programa agora se expande.

Setores Beneficiados

Três grupos de empresas foram definidos para ter direito ao crédito, conforme portaria interministerial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Grupo 1: Impactados pelas Tarifas dos EUA

Empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores que tiveram faturamento com exportações representando 5% ou mais do total em um período de doze meses específico. Setores como aço, cobre, alumínio, peças automotivas e móveis foram mencionados.

Grupo 2: Setores Estratégicos

Empresas de setores considerados estratégicos pela relevância tecnológica e impacto na modernização produtiva. Incluem os ramos têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, máquinas e equipamentos, eletrônicos, informática, borracha e minerais críticos.

Grupo 3: Exportações para o Golfo Pérsico

Empresas exportadoras e seus fornecedores com destino aos países da região do Golfo Pérsico, como Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos, desde que o faturamento com exportação para a região atinja 5% ou mais do total em um período determinado.

Condições do Crédito

As linhas de crédito podem ser utilizadas para capital de giro, produção para exportação, aquisição de bens de capital e investimentos em ampliação de capacidade produtiva, inovação tecnológica e adaptação de produtos e serviços.

As taxas de juros variam de 0,94% ao mês para investimentos a 1,28% para capital de giro nas contratações diretas com o BNDES. Em contratações indiretas, as taxas ficam entre 1,06% e 1,41%. Os prazos de carência e quitação variam, com carências de 1 a 4 anos e prazos de pagamento de 5 a 20 anos para investimentos.

Com informações da Agência Brasil

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