Galípolo explica por que o Banco Master chamou a atenção do Banco Central

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, explicou que a liquidação do Banco Master não representou um risco sistêmico para o mercado financeiro. Segundo ele, o que realmente despertou o interesse das autoridades foi a forma como os recursos depositados na instituição eram geridos.

“Ele é um banco que não oferece risco sistêmico, ele é menos de 0,5% [do sistema bancário]. Parece-me que o que tem chamado a atenção das pessoas é o que se fazia com o dinheiro que estava no Banco Master”, afirmou Galípolo.

Liquidação não é punição a gestores

Galípolo ressaltou que o processo de liquidação de uma instituição financeira não deve ser interpretado como uma punição aos seus gestores, mas sim como uma medida necessária para proteger os correntistas e o sistema como um todo.

“Punir uma instituição que foi vítima de maus gestores é um equívoco. É dobrar a punição em quem é vítima, que são, inclusive, os correntistas daquela instituição. Então, liquidar uma instituição não é punir os gestores. Liquidar uma instituição, isso você só vai fazer porque aquela instituição chegou a um ponto específico”, disse.

A declaração foi feita durante uma audiência no Senado, que abordou a atuação do Banco Central no caso do Banco Master. Mais informações sobre a audiência podem ser encontradas na reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil.

Com informações da Agência Brasil

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