O mercado financeiro brasileiro celebrou mais um dia positivo, com a bolsa de valores renovando máximas históricas e o dólar fechando abaixo de R$ 5. A continuidade do bloqueio do Estreito de Ormuz não impediu o otimismo, impulsionado pela expectativa de retomada nas negociações entre Estados Unidos e Irã, que levaram à queda no preço do petróleo.
Ibovespa renova máximas e mira os 200 mil pontos
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou o pregão desta terça-feira (14) em alta de 0,33%, atingindo 198.657,33 pontos. Durante o dia, o indicador chegou a alcançar a máxima de 199.354,81 pontos, aproximando-se da simbólica marca dos 200 mil pontos.
Esta foi a 11ª alta consecutiva do Ibovespa e o quinto recorde consecutivo. No acumulado do ano, a bolsa brasileira já renovou suas máximas históricas em 18 dias. O desempenho positivo ocorreu mesmo com o recuo nas ações de petroleiras, impactadas pela desvalorização internacional do petróleo.
Dólar recua e fecha abaixo de R$ 5
O dólar registrou seu quinto pregão consecutivo de queda, voltando a ser negociado abaixo da casa dos R$ 5. A moeda americana encerrou o dia praticamente estável, em R$ 4,993, refletindo um ambiente externo mais propício ao apetite por risco.
O recuo do dólar foi influenciado pela diminuição das tensões geopolíticas e pelo enfraquecimento global da moeda. Dados econômicos mais fracos nos Estados Unidos, como a inflação ao produtor, também reforçaram as expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed).
Petróleo em queda alivia pressões inflacionárias
Os preços do petróleo registraram forte queda nos mercados internacionais, em linha com a perspectiva de avanços nas negociações entre Irã e Estados Unidos. O barril do Brent caiu 4,6%, negociado a US$ 94,79, enquanto o barril WTI recuou 7,9%, a US$ 91,28.
A desvalorização do petróleo contribuiu para amenizar as pressões inflacionárias globais, favorecendo moedas emergentes e ativos de risco.
Com informações da Reuters



