O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, anunciou nesta sexta-feira (15) que o banco já renegociou R$ 820 milhões em dívidas através do novo programa Desenrola Brasil. Lançado em 4 de maio, a iniciativa do governo federal visa facilitar a renegociação de débitos, a limpeza do nome e a retomada do acesso ao crédito para famílias, estudantes e pequenos empreendedores.
Desenrola Brasil: Benefícios e Prazos
A nova fase do Desenrola Brasil terá duração de 90 dias e oferece condições atrativas, como descontos de até 90% e juros reduzidos. Uma das novidades é a possibilidade de utilizar o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para abater débitos, embora o uso do fundo ainda não tenha sido amplamente explorado nas negociações com a Caixa. A expectativa é que o uso do FGTS para essa finalidade comece em breve, a partir do dia 25 de maio.
Investimentos em Tecnologia e Segurança
Carlos Vieira também comentou sobre os investimentos do banco em tecnologia, especialmente após prejuízos no ano passado com o aplicativo Caixa Tem, estimados em R$ 20 milhões, devido a fraudes e ataques cibernéticos. Para este ano, a expectativa é de que os investimentos em tecnologia somem R$ 5,9 bilhões, com o objetivo de reforçar a segurança e zerar incidentes no aplicativo.
Balanço Trimestral e Inadimplência
A Caixa Econômica Federal registrou um lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre do ano, uma queda de 34,4% em comparação com o mesmo período de 2023. O resultado foi impactado pelo aumento significativo das provisões para perdas com crédito, em conformidade com novas regras regulatórias do Banco Central. Apesar da queda no lucro, a carteira de crédito do banco manteve crescimento, impulsionada pelo financiamento imobiliário, onde a Caixa lidera o mercado.
A inadimplência da Caixa encerrou o trimestre em 3,71%. Embora o banco demonstre tranquilidade quanto aos níveis de inadimplência nas carteiras imobiliária e comercial, o setor do agronegócio ainda gera cautela. Henriete Sartori, vice-presidente de Riscos da Caixa, expressou preocupação com possíveis impactos na provisão relacionados ao agro ainda este ano, mas notou um arrefecimento na curva de crescimento da inadimplência neste setor, que representa 5% da carteira total do banco.
Com informações da Agência Brasil



