Dólar sobe para R$ 4,92 com intervenção do BC; bolsa avança pelo segundo dia

O dólar comercial fechou em leve alta nesta quarta-feira (6), cotado a R$ 4,921, registrando um aumento de R$ 0,009 (+0,17%). A moeda americana chegou a R$ 4,93 na máxima do dia, mas cedeu parte das perdas com a melhora do apetite global por risco.

Intervenção do Banco Central e fatores internos pressionam câmbio

Apesar da valorização do dólar em relação a outras moedas globais, o câmbio no Brasil foi influenciado por fatores domésticos. O Banco Central (BC) realizou uma intervenção no mercado ao vender US$ 500 milhões em contratos de swap cambial reverso, operação que equivale a uma compra de dólares no mercado futuro e tende a impulsionar a cotação da moeda americana.

Analistas apontam que o BC aproveitou a cotação mais baixa do dólar para reduzir o estoque de operações cambiais, majoritariamente compostas por swaps cambiais tradicionais (venda de dólares no mercado futuro).

Queda do petróleo impacta o real

A recente desvalorização do petróleo também afetou o desempenho do real. Nos últimos dias, a moeda brasileira vinha se beneficiando da alta da commodity, um importante item para a balança comercial do país.

Bolsa de valores avança e supera 187 mil pontos

Na bolsa de valores, o Ibovespa registrou a segunda alta consecutiva, acompanhando o movimento positivo dos mercados internacionais. O principal índice da B3 fechou com avanço de 0,50%, aos 187.690 pontos, com volume financeiro de R$ 29,2 bilhões.

Desempenho puxado por mineradoras e consumo; Petrobras recua

O desempenho positivo da bolsa foi impulsionado por ações de mineradoras e empresas de consumo. Em contrapartida, empresas do setor de petróleo registraram quedas, refletindo o forte recuo da commodity.

As ações ordinárias da Petrobras caíram 3,77%, e os papéis preferenciais recuaram 2,86%. A estatal é uma das empresas mais negociadas na B3.

Mercados externos em alta e petróleo em queda

No cenário internacional, as bolsas de Nova York apresentaram ganhos superiores a 1%, com o S&P 500 e o Nasdaq atingindo novos recordes, o que reforça um ambiente favorável a ativos de risco.

Petróleo despenca com sinais de distensão no Oriente Médio

Os preços do petróleo despencaram cerca de 7% no mercado internacional. O barril do tipo Brent caiu 7,83%, a US$ 101,27, e o WTI recuou 7,03%, a US$ 95,08. A queda foi motivada por sinais de redução das tensões no Oriente Médio, com o Irã indicando que o Estreito de Ormuz está aberto e os EUA mencionando avanços em negociações.

Com informações da Agência Brasil

Rolar para cima