Governo federal registra maior déficit em março devido a pagamentos de precatórios

O governo federal registrou o maior déficit fiscal para o mês de março, impulsionado significativamente pelos pagamentos de precatórios e seus efeitos indiretos em outras rubricas orçamentárias. As despesas totais dispararam no período, refletindo o impacto dessas decisões judiciais.

Principais aumentos de gastos em março

Segundo dados do Tesouro Nacional, os precatórios não apenas aumentaram os gastos diretos, mas também influenciaram despesas com Previdência e folha de pagamento. Isso ocorre porque parte dessas obrigações financeiras está vinculada a decisões judiciais.

Arrecadação cresce, mas não compensa despesas

Apesar da deterioração no resultado fiscal, a arrecadação do governo apresentou crescimento. Esse avanço foi impulsionado pelo desempenho da economia e por recentes medidas tributárias. No entanto, o aumento das receitas não foi suficiente para cobrir o expressivo salto nas despesas.

Déficit acumulado no primeiro trimestre

No acumulado do primeiro trimestre, as contas públicas registraram um déficit de R$ 17,085 bilhões. Este resultado reverte o superávit de R$ 54,993 bilhões observado no mesmo período do ano anterior. Assim como em março, o resultado acumulado foi impactado pela antecipação no pagamento de precatórios.

O déficit trimestral está mais baixo devido a um superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro, mês tradicionalmente com resultados positivos.

Investimentos federais em alta

Os investimentos federais registraram um crescimento expressivo em março, indicando um aumento na execução orçamentária. Esse avanço reflete a aceleração de projetos públicos e a execução de despesas discricionárias no início do ano.

Meta fiscal para 2026 sob pressão

A meta fiscal para 2026 prevê um superávit de 0,25% do PIB, equivalente a cerca de R$ 34,3 bilhões. Contudo, regras aprovadas permitem excluir despesas significativas, incluindo precatórios, do cálculo. Mesmo com esses abatimentos, a previsão oficial do governo aponta para um déficit efetivo de R$ 59,8 bilhões no ano, o que indicaria mais um ano de contas no vermelho.

Com informações da Agência Brasil

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