O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou o pregão desta quarta-feira (17) em queda de 1,65%, atingindo 192.888 pontos, o menor patamar desde 8 de abril. O movimento foi influenciado pela cautela dos investidores diante das tensões no Oriente Médio, além de uma realização de lucros após recentes altas.
Mercado reage a fatores externos e internos
As ações de bancos e mineradoras, setores de grande peso no Ibovespa, lideraram as perdas. Por outro lado, o setor de energia apresentou um desempenho mais resiliente, impulsionado pela alta dos preços do petróleo no mercado internacional.
A saída de capital estrangeiro da bolsa brasileira também contribuiu para o enfraquecimento do índice, adicionando um componente de incerteza doméstica ao cenário.
Dólar fecha estável, Brent supera US$ 100
O dólar à vista registrou leve queda de 0,01%, terminando o dia cotado a R$ 4,974, mantendo-se abaixo da marca de R$ 5. A moeda oscilou durante o pregão, refletindo a apreensão global com a escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã.
No acumulado do ano, o dólar já registra uma desvalorização de 9,39% frente ao real, indicando uma tendência de fortalecimento da moeda brasileira em meio ao fluxo de investimentos e à diferença nas taxas de juros.
Petróleo em alta com conflito no Oriente Médio
Os preços do petróleo voltaram a superar a marca de US$ 100 por barril, impulsionados pelas crescentes tensões no Oriente Médio. O barril Brent avançou 3,5%, negociado a US$ 101,91, enquanto o WTI subiu 3,66%, alcançando US$ 92,96.
A instabilidade na região, especialmente no Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo, e as incertezas sobre as negociações entre EUA e Irã sustentam a pressão de alta sobre os preços da commodity, mesmo com anúncios de cessar-fogo.
Com informações da Agência Brasil



