O mercado financeiro elevou a previsão para a inflação oficial do Brasil em 2024. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4,73% para 4,89% nesta semana, conforme o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. A meta de inflação para 2024 é de 3%.
Taxa Selic e política monetária
Apesar da alta na projeção da inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual na última reunião, chegando a 10,50% ao ano. A decisão unânime buscou equilibrar o cenário de queda da inflação com as incertezas geradas pela guerra no Oriente Médio, que impacta preços de combustíveis e alimentos.
O Copom não deu pistas sobre os próximos passos da política monetária, mas afirmou que monitora o conflito e seus efeitos na inflação. A próxima reunião do Copom, que definirá a taxa básica de juros, ocorrerá nos dias 16 e 17 de junho.
As projeções para a Selic ao final de 2026 permanecem em 13% ao ano. Para os anos seguintes, a expectativa é de redução gradual: 11% em 2027 e 10% em 2028 e 2029.
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Quando a taxa sobe, o crédito fica mais caro e o consumo tende a diminuir, ajudando a conter a alta dos preços. O movimento inverso ocorre quando a Selic é reduzida, estimulando a economia.
PIB e câmbio
A previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024 se manteve em 1,85%. Para 2027, a projeção caiu de 1,8% para 1,75%. As estimativas para 2028 e 2029 apontam para uma expansão de 2% ao ano.
A cotação do dólar para o final de 2024 está estimada em R$ 5,25. Para o fim de 2027, a previsão é que a moeda americana atinja R$ 5,30.
Com informações da Agência Brasil



