A Petrobras anunciou a retomada de projetos de fabricação própria de fertilizantes, com o objetivo de suprir mais de um terço da demanda nacional. O anúncio foi feito durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à fábrica de fertilizantes nitrogenados na Bahia (Fafen), em Camaçari, nesta quinta-feira (14).
Fafen Bahia volta a operar com investimento de R$ 100 milhões
A unidade industrial na Bahia, que ficou hibernada por seis anos, foi reiniciada com um investimento de R$ 100 milhões. A Fafen tem capacidade para produzir 1,3 mil toneladas diárias de ureia, o que representa cerca de 5% da demanda nacional. A reabertura gerou 900 empregos diretos e 2,7 mil indiretos.
Expansão da produção nacional de fertilizantes
A Fafen da Bahia se soma a outras iniciativas da Petrobras para aumentar a produção interna de fertilizantes. Estão em andamento a reabertura da Fafen em Laranjeiras (SE) e da fábrica Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa) em Araucária (PR).
A quarta unidade, a UFN-III em Três Lagoas (MS), está em construção e tem operação prevista para 2029. Com todas essas unidades em funcionamento, a Petrobras estima suprir 35% dos fertilizantes nitrogenados que o Brasil necessita.
Redução da dependência externa e impulso ao agronegócio
O presidente Lula destacou a importância de reduzir a dependência do Brasil em relação às importações de fertilizantes, que atualmente chegam a 85% a 90% do consumo. “O Brasil precisa ser dono do seu nariz e produzir os fertilizantes”, afirmou.
A autossuficiência em fertilizantes é vista como crucial para sustentar a posição do Brasil como um dos maiores exportadores agrícolas do mundo e para a produção em larga escala de alimentos. A matéria-prima para a fabricação desses insumos, como a ureia, é o gás natural, produzido pela própria Petrobras.
Iniciativas para fortalecer a indústria nacional
Lula comparou a retomada da produção de fertilizantes a outras ações para impulsionar a indústria nacional, como a do setor naval. Ele criticou a lógica de priorizar importações em detrimento da produção interna, argumentando que a fabricação nacional traz conhecimento tecnológico, mão de obra qualificada e desenvolvimento econômico.
O presidente também mencionou a venda da BR Distribuidora, ex-subsidiária da Petrobras, como um movimento que prejudicou a capacidade da estatal de influenciar os preços dos combustíveis. Ele expressou o desejo de que a Petrobras volte a atuar no setor de distribuição.
Com informações da Agência Brasil



