As vendas do Tesouro Direto alcançaram um novo recorde histórico em março, impulsionadas pela forte demanda por títulos cujos rendimentos acompanham a Taxa Selic. O programa, que visa democratizar o acesso a títulos públicos, registrou um volume expressivo de aplicações, refletindo o interesse dos brasileiros em investimentos de renda fixa.
Preferência por Títulos Vinculados à Selic
Os títulos do Tesouro Direto mais procurados em março foram os vinculados à taxa básica de juros, a Selic. Estes representaram 52,7% do total das vendas. O atrativo se deve, em grande parte, ao elevado patamar da Selic, que se encontra em 14,75% ao ano, após um período de alta.
Os papéis corrigidos pela inflação (IPCA) responderam por 24% das vendas, enquanto os títulos prefixados, com taxas definidas no momento da compra, totalizaram 15,1%.
Novos Títulos e Expectativas de Inflação
O Tesouro Renda+, voltado para o financiamento de aposentadorias, atraiu 6,5% das vendas, enquanto o Tesouro Educa+, lançado para poupança estudantil, captou 1,6%.
A atratividade dos títulos atrelados à inflação também é mencionada, com investidores antecipando uma possível alta nos índices de inflação nos próximos meses.
Crescimento do Estoque e da Base de Investidores
O estoque total do Tesouro Direto fechou março em R$ 234,42 bilhões, um aumento de 3,29% em relação ao mês anterior e de 41,99% em comparação com março do ano passado. Esse crescimento é resultado da capitalização de juros e do saldo positivo entre vendas e resgates, que foi de R$ 3,78 bilhões em março.
O número de investidores no programa também cresceu, com 288.041 novos participantes em março, elevando o total para 35.097.988. Em 12 meses, o aumento de investidores foi de 9,78%, e o número de investidores ativos cresceu 15,97%.
Perfil do Investidor e Curto Prazo
A popularidade do Tesouro Direto entre pequenos investidores é evidenciada pelo fato de 73% das 1.224.134 operações de vendas terem sido de até R$ 5 mil, sendo 45,6% aplicações de até R$ 1 mil. O valor médio por operação foi de R$ 12.083,06.
Observa-se uma preferência por títulos de curto prazo, com 58,2% das vendas concentradas em papéis com vencimento de até cinco anos. Operações entre cinco e dez anos, e acima de dez anos, representaram 20,9% cada.
O Tesouro Direto foi criado em 2002 com o objetivo de facilitar o acesso de pessoas físicas à compra de títulos públicos. A venda desses títulos é uma das fontes de captação de recursos para o governo, utilizada para pagamento de dívidas e cumprimento de compromissos financeiros. Para mais informações, o balanço completo está disponível na página do Tesouro Transparente, e detalhes sobre o programa podem ser encontrados no site do Tesouro Direto.
Com informações da Agência Brasil



