A arrecadação federal atingiu um novo recorde em abril, superando a marca de R$ 278 bilhões. O resultado positivo foi impulsionado por diversos fatores, com destaque para o aumento da arrecadação previdenciária, reflexo do crescimento do trabalho formal no país.
Fatores que puxaram o crescimento
Segundo a Receita Federal, o desempenho foi impulsionado pelo aumento da arrecadação previdenciária, diretamente ligado ao crescimento do trabalho formal. O Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que incidem sobre o consumo, também apresentaram crescimento.
Outros fatores relevantes incluem o Imposto de Renda sobre aplicações financeiras, que passou por reformulações no ano passado, e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), cujas alíquotas sobre operações cambiais foram elevadas em 2025. A reoneração gradual da folha de pagamentos de alguns setores e da contribuição patronal dos municípios, retomada desde janeiro de 2025, também contribuiu para a alta.
Imposto de Renda e Contribuição Social
A arrecadação com Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) somou R$ 64,8 bilhões em abril, um crescimento real de 7,73%. Houve aumento na tributação de empresas de diferentes regimes, indicando maior lucro tributável e ampliação do recolhimento de impostos federais.
Previdência Social e Investimentos
A receita previdenciária registrou R$ 62,7 bilhões em abril, com crescimento real de 4,83%. O aumento da massa salarial do país e a expansão na arrecadação previdenciária ligada ao Simples Nacional impulsionaram esse resultado. Na prática, mais empregos formais e salários maiores elevam automaticamente as contribuições ao INSS.
O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital arrecadou R$ 13,2 bilhões, com um crescimento real expressivo de 25,45%. A Receita atribui este resultado ao aumento da tributação sobre aplicações de renda fixa e ao salto na arrecadação com Juros sobre Capital Próprio (JCP), que cresceu 94,74% em relação a abril do ano anterior.
Destaque para Petróleo e Gás
O setor de petróleo e gás natural foi um dos grandes destaques de abril. A arrecadação com tributos e royalties de exploração disparou 541%, alcançando R$ 11,4 bilhões. No acumulado do ano, a alta chega a 264%, com receitas de R$ 40,2 bilhões.
Este crescimento expressivo foi provocado principalmente pela forte valorização internacional do petróleo, intensificada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio. Com o barril mais caro, as empresas do setor obtêm maiores lucros, o que resulta em maior recolhimento de impostos e royalties ao governo.
Com informações da Agência Brasil



