O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,003, com uma queda de R$ 0,037 (-0,74%). A moeda americana iniciou o dia em R$ 5,05, mas inverteu o curso ao longo da quarta-feira (20) com a melhora no cenário internacional, impulsionada por sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã.
Alívio no Oriente Médio impulsiona mercados
A redução das tensões na região do Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte de petróleo, diminuiu os temores de interrupção no fornecimento global. Declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, indicando que um acordo com o Irã estaria em fase final, também contribuíram para o otimismo.
O petróleo Brent, referência internacional, registrou forte queda de 5,62%, fechando a US$ 105,02 o barril. O WTI, referência nos EUA, caiu 5,7%, a US$ 98,26. A retomada parcial do fluxo marítimo no estreito e as expectativas diplomáticas foram cruciais para esse movimento.
Ibovespa recupera perdas e fecha em alta
Após três sessões consecutivas de desvalorização, o Ibovespa encerrou o dia com alta de 1,77%, atingindo 177.355,73 pontos. O índice chegou a superar os 178 mil pontos, impulsionado pela melhora no apetite global por risco e pela recuperação das bolsas em Nova York.
Ações de mineradoras, empresas de consumo e bancos lideraram os ganhos. Destacaram-se CSN Mineração (+10,29%), Cury (+8,53%) e Lojas Renner (+7,77%). A Vale ON avançou 1,21%.
Apesar da alta geral, as ações da Petrobras sofreram com a queda do petróleo, com os papéis ordinários caindo 3,85% e os preferenciais recuando 3,23%.
Fluxo cambial positivo reforça otimismo
Dados do Banco Central revelaram uma entrada líquida de US$ 3,027 bilhões no fluxo cambial na semana passada, principalmente pelo canal financeiro. Em maio, até o dia 15, o saldo está positivo em US$ 1,588 bilhão, reforçando a confiança no mercado brasileiro.
Com informações da Agência Brasil



