O Brasil encerrou o ano de 2025 com um saldo positivo no mercado de trabalho formal, apresentando um aumento de 5% no estoque total de empregos. Este crescimento reflete a expansão em diversos setores da economia nacional, conforme dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais).
Setores em Destaque
A construção civil foi um dos pilares do aumento, somando 2,57 milhões de empregos e registrando uma alta de 2,5%. A agropecuária também contribuiu significativamente, com 1,812 milhão de postos de trabalho e um crescimento de 1,6%.
No setor de serviços, a administração pública se destacou com um crescimento de 15,2%, adicionando 1.483.555 vínculos. Essa expansão foi mais acentuada nos municípios (18,2%) e nos governos estaduais (10,3%).
Outras áreas que apresentaram aumentos expressivos foram a educação, com 6,2% de alta (212.611 vínculos), e a saúde humana, com 4,2% (142.598 vínculos).
Remuneração e Estabelecimentos
Apesar do avanço no número de empregos, a Rais apontou uma ligeira queda de 0,5% na remuneração média, que atingiu R$ 4.434,38 em 2025. O número de estabelecimentos com empregados cresceu 2,1%, passando de 4,7 milhões para 4,8 milhões.
Crescimento Regional e por Estado
As regiões Nordeste e Norte apresentaram o maior crescimento relativo no estoque de empregos, ambos com 10,1%. O Nordeste criou 1.076.603 vínculos, enquanto o Norte adicionou 354.753. O Centro-Oeste registrou alta de 5,7% (322.513 vínculos).
As regiões Sudeste e Sul também tiveram aumentos absolutos expressivos, com 2,9% cada. A Sudeste adicionou 807.240 vínculos, e a Sul, 285.514. A distribuição do emprego formal continua concentrada no Sudeste (47,4%), seguido pelo Nordeste (19,5%) e Sul (16,8%).
Entre as Unidades da Federação, o Amapá liderou em crescimento relativo com 20,5% (31.396 vínculos). Piauí (13,2% e 74.244 vínculos), Alagoas (13% e 81.633 vínculos) e Paraíba (12,9% e 103.278 vínculos) também registraram altas expressivas.
Em variação absoluta, São Paulo apresentou o maior crescimento com 2,3% (357.493 vínculos), seguido pela Bahia com 9,7% (266.035 vínculos), Minas Gerais com 3,7% (224.876 vínculos) e Ceará com 10,6% (195.462 vínculos).
Com informações da Agência Brasil



