O comércio brasileiro registrou um crescimento de 0,5% em março, ampliando sua sequência de recordes. A desvalorização do dólar em relação ao real foi um dos principais fatores para o desempenho positivo, tornando produtos importados mais acessíveis e incentivando o consumo.
Atividades em alta
Cinco dos oito grupos de atividades pesquisados pelo IBGE apresentaram alta na comparação mensal. Destaque para o setor de equipamentos para escritório, informática e comunicação, que avançou 5,7%. Segundo especialistas, a queda do dólar, que no período custava em média R$ 5,23 ante R$ 5,75 um ano antes, favoreceu a compra de produtos importados.
As empresas aproveitaram a redução da moeda americana para compor estoques e realizar promoções. Equipamentos de informática, em particular, possuem uma forte ligação com a variação cambial.
Combustíveis e lubrificantes desafiam cenário
A atividade de combustíveis e lubrificantes também apresentou um crescimento expressivo de 2,9%, mesmo diante do aumento de preços provocado pela guerra no Oriente Médio. A demanda se manteve aquecida, o que levou a um aumento de 11,4% nas receitas do setor no mês.
Supermercados e inflação
Por outro lado, o setor de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que representa mais da metade do comércio, registrou uma queda de 1,4%. A inflação é apontada como um dos motivos para o desestímulo ao consumo neste segmento.
No entanto, o resultado negativo de março não indica uma tendência de queda, visto que o setor havia apresentado crescimento de 0,3% em janeiro e 1,4% em fevereiro.
Comércio varejista ampliado
Considerando o comércio varejista ampliado, que inclui atividades como veículos, material de construção e produtos alimentícios, o indicador subiu 0,3% de fevereiro para março. No acumulado de 12 meses, o crescimento é de 0,2%.
Com informações da Agência Brasil



