Copom decide Selic em meio a guerra e inflação acelerando acima da meta

O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne para decidir a taxa Selic em um cenário de inflação em alta, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio. A prévia da inflação oficial, o IPCA-15, avançou para 0,89% em abril, pressionada por combustíveis e alimentos, totalizando 4,37% em 12 meses.

Inflação em ascensão

A estimativa de inflação para 2026 subiu para 4,86%, segundo o boletim Focus. Este valor ultrapassa o teto da meta contínua estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%.

O papel da taxa Selic

A taxa Selic é o principal instrumento do Banco Central (BC) para controlar a inflação. Quando aumentada, busca conter a demanda, encarecendo o crédito e estimulando a poupança, o que pode desacelerar a economia.

Por outro lado, a redução da Selic tende a baratear o crédito, incentivando a produção e o consumo, o que pode impulsionar a atividade econômica, mas também pressionar a inflação.

Nova meta contínua de inflação

Desde janeiro de 2025, o Brasil adota um sistema de meta contínua de inflação. A meta é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, fixando o limite superior em 4,5%.

Neste modelo, a meta é verificada mês a mês pela inflação acumulada em 12 meses. O Banco Central revisou sua previsão para o IPCA em 2026 de 3,5% para 3,6%, mas essa estimativa pode mudar caso a guerra no Oriente Médio se prolongue.

Próximos passos do Copom

O Copom se reúne a cada 45 dias. As reuniões envolvem apresentações técnicas sobre as economias brasileira e mundial, além de análises do mercado financeiro. Ao final, os membros definem a nova taxa Selic.

Com informações da Agência Brasil

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