A inflação em abril de 2026 registrou uma aceleração que impactou de forma mais acentuada as famílias de renda muito baixa. Segundo nota divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os reajustes mais expressivos nos preços da energia elétrica, com alta de 0,72%, e dos produtos farmacêuticos, que subiram 1,8%, foram os principais responsáveis por esse cenário.
Desempenho inflacionário por faixa de renda
No acumulado de janeiro a abril de 2026, a taxa de inflação para indivíduos com renda de até R$ 2.299,82 atingiu 2,66%. Apesar da alta recente, o Ipea ressalta que, no acumulado em 12 meses, as famílias de renda muito baixa continuam apresentando a menor variação inflacionária, registrando 3,83%.
Principais pressões inflacionárias em abril
Para o conjunto total de famílias, independentemente da faixa de renda, as maiores pressões inflacionárias em abril vieram da elevação nos preços de itens essenciais. O arroz registrou alta de 2,5%, o feijão carioca subiu 3,5%, a batata teve um aumento de 6,6%, as carnes variaram 1,6%, os ovos aumentaram 1,7% e o leite apresentou uma forte elevação de 13,7%.
Saúde, cuidados pessoais e combustíveis também pesam no bolso
Além dos alimentos, o grupo de “saúde e cuidados pessoais” também contribuiu para o aumento dos custos. A inflação nesta categoria foi puxada pela alta nos artigos de higiene, que subiram 1,6%, e pelos reajustes nos serviços médicos, com acréscimo de 1,0%. Outro fator de pressão sobre os custos foram os combustíveis, que tiveram alta de 1,8%, reflexo da instabilidade geopolítica global, como a guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Com informações da Agência Brasil



